Escola do DF CED Gisno registra sua participação no Connecting Classrooms

O CED Gisno, escola da rede pública de Brasília (DF), participou do Connecting Classrooms. A escola registrou sua participação no blog Inglês na Escola com relato e vídeo. Confira relato da participação enviado pela professora Thaís Lobo.

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Entrevista: Connecting Classrooms e Prêmio Internacionalização da Escola

O Instituto Crescer entrevista Luciana Brasil, gerente de projetos no British Council e graduada em Relações Internacionais, sobre o projeto Connecting Classrooms e uma novidade muito interessante para professores, o Prêmio de Internacionalização da Escola, confira abaixo.

Luciana Brasil

Luciana Brasil

1) Quando começou o Connecting Classrooms e o que é exatamente este programa?

O Programa Connecting Classrooms iniciou no Brasil em 2006, com um outro programa piloto educacional chamado School Leadership and New Tools for Learning, ou Programa de Liderança nas Escolas. Este Programa reuniu educadores (especialmente diretores de escola) da América Latina e Reino Unido com o objetivo de buscar caminhos para uma educação de melhor qualidade com ênfase no desenvolvimento da liderança. O projeto nasceu do interesse de governos na América Latina e no Caribe em desenvolver parecerias com o Reino Unido na área. No Brasil, o programa foi implementado em 100 escolas nos Estados de Goiás, Pernambuco, Tocantins, Santa Catarina e São Paulo.

A fase inicial do projeto serviu de base para que os países participantes elaborassem instrumentos e metodologias para o desenvolvimento e fortalecimento da liderança nas escolas com o objetivo de melhorar a educação e o processo de ensino e de aprendizagem. Além disso, possibilitou a criação de redes nacionais e internacionais de educadores. Em 2008, o Liderança nas Escolas foi incorporado ao Connecting Classrooms. O Connecting Classrooms foi concebido com a contribuição de estudiosos da área de educação, autoridades educacionais e educadores de diversos países com o objetivo de promover oportunidades de trocas de experiências e conhecimentos na área.

Com sua característica global, o projeto pode ser adaptado às diferentes necessidades e aos contextos culturais. E, por estarem agrupadas em seus países, as escolas participantes têm a possibilidade não só de formar parcerias com escolas do Reino Unido e de outros países, como também, com outras escolas de seu país. As escolas participantes recebem apoio para o desenvolvimento de projetos curriculares em parcerias, beneficiam-se de desenvolvimento profissional através de seus diretores e professores que têm a oportunidade de ter seu trabalho reconhecido internacionalmente. Alunos das mais diversas faixas etárias se beneficiam do contato com alunos de escolas de outros países, desenvolvendo projetos comuns, praticando outras línguas e desenvolvendo seus conhecimentos em tecnologias de informação. Além de terem contato com culturas diversas e formas diferentes de viver. Professores e diretores ganham experiência e trocam informações sobre diferentes metodologias e práticas educacionais. As escolas se conscientizam do seu papel junto à comunidade e reconhecem que o processo de ensino-aprendizagem e o bom desempenho de seus alunos vão além dos portões da escola. A comunidade e a família se beneficiam por se reconhecerem como parte de um contexto único, no qual seu papel na educação é tão relevante quanto o da escola, além de terem acesso aos mais diversos modelos de interações comunidade-escola.

Desde de 2009, o Programa é implementado em 53 escolas públicas brasileiras e em mais de 70 países ao redor do mundo.

2) É possível concorrer a prêmio com projetos educacionais internacionais? O que isto tem a ver com o Connecting Classrooms?

As escolas participantes do Programa podem se inscrever para o Prêmio de Internacionalização da Escola (International School Award). O prêmio faz parte de um número de certificações que o British Council oferece como forma de reconhecimento ao compromisso das escolas em estabelecer parcerias internacionais e incentivar seus alunos a se reconhecerem como cidadãos globais. O Connecting Classrooms foi concebido para contribuir com o desenvolvimento de critérios específicos que as escolas devam ter para obter a certificação.

(Nota: Saiba mais sobre o Prêmio aqui e aqui)

3) Quem são os apoiadores do Connecting Classrooms no Brasil e quais são as dicas mais importantes que você pode dar para o professor que quer começar a realizar projetos educativos internacionais?

Nossos principais parceiros são o Instituto Crescer e o CONSED. Também contamos com o apoio do Projeto Escolas-Irmãs, do Ministério da Educação e da Intel.

Acredito que para o projeto ser aproveitado em sua totalidade, o professor precisa ser engajado, criativo e dedicado! É preciso estar disposto a realizar as atividades propostas para que o aprendizado seja de forma divertida e descontraída. Além disso, é preciso ter um conhecimento da língua inglesa, que será o idioma comum a ser utilizado entre os participantes do mundo inteiro.

Saiba mais sobre o Connecting Classrooms e inscreva-se no https://ccprojeto.wordpress.com

Entrevista: professor conta sobre o Connecting Classrooms – Fase 1

Luciano A. Silva, participante do Connecting Classrooms


Direto do site do Instituto Crescer

O professor Luciano da Anunciação Silva é um dos participantes do Connecting Classrooms, uma iniciativa do Conselho Britânico e do Instituto Crescer. O programa de formação docente privilegia o multiculturalismo e a realização de projetos. Saiba mais nas palavras do participante nesta entrevista.

Professor de Língua Inglesa da Escola Municipal Israel Pinheiro e é responsável pelas turmas do Ensino Fundamental (7º ao 9º ano – Belo Horizonte/MG).

Como funciona o programa Connecting Classrooms e qual a sua importância para a educação brasileira?

O programa “Connecting Classrooms” é um programa de abrangência global cujo objetivo é promover o desenvolvimento de projetos colaborativos internacionais através da criação de parcerias entre grupos de escolas localizadas no Reino Unido e escolas de outras regiões do mundo. Essas parcerias têm a função de trazer uma dimensão internacional à aprendizagem dos alunos no ambiente da sala de aula, melhorar os seus conhecimentos e a compreensão de outras culturas. Para desenvolver esses projetos colaborativos, professores da rede pública e particular de ensino participaram, primeiramente, de um curso de formação de professores “Embaixadores” em Brasília promovido por três instituições, a saber: 1) Instituto Crescer para a Cidadania, 2) Escolas Irmãs (órgão do Governo Federal), 3) Conselho Britânico. Além da oferta de características internacionais à aprendizagem dos alunos, o programa oferece ainda desenvolvimento profissional para os professores envolvidos e reconhecimento internacional para as escolas, reforçando o tripé escola – professor – aluno.

Como o professor atua no programa? Como foi a sua participação no programa?

Para atuar no programa, o professor, primeiramente, participa de um curso de formação de professores “Embaixadores” onde recebe as principais informações para desenvolver projetos em suas escolas bem como informações para disseminar o trabalho em outras escolas. Nesse mesmo curso, o professor recebe ainda orientações para trabalhar em um ambiente virtual – conhecido por Connecting Classrooms on line. Esse ambiente virtual será o principal meio de comunicação entre as escolas no Brasil e as escolas parceiras no Reino Unido. É importante lembrar que os projetos e/ou atividades realizados nas escolas devem fazer parte do currículo escolar trabalhado durante o ano letivo. Até o presente momento, a minha participação no CCO foi muito ativa e colaborativa. Desde as primeiras interações sempre tentei manter contato diário tanto com os membros do meu grupo tanto com a Analista Sênior do Instituto Crescer – Débora Noemi Inouye – responsável pelas principais orientações e feedback dos trabalhos. Além disso, a minha facilidade e experiência para trabalhar no ambiente virtual aliada a facilidade de interagir em Inglês nesse mesmo ambiente contribuíram para que a minha participação fosse mais intensa. Dessa forma, foi possível desenvolver uma atividade que se mostrou muito significativa para os alunos que foram envolvidos.

Quais são as suas expectativas para o início dos projetos em parceria com as escolas britânicas?

As expectativas são as melhores possíveis. Espero trabalhar muito para desenvolver projetos e/ou atividades interessantes neste ano de 2011 em parceria com as escolas britânicas. Espero também que tanto os meus alunos quanto os alunos das outras escolas e sintam-se envolvidos e motivados e, ao mesmo tempo, sintam-se “atores principais” no processo de ensino – aprendizagem. Finalmente, espero aprender muito neste novo ano com as parcerias envolvidas e, assim, tentar colaborar para a melhoria da educação dos nossos alunos.

Qual o futuro de programas como o Connecting Classrooms e outras iniciativas semelhantes p/ a educação brasileira? O que podemos ver como tendências importantes na educação que temos que prestar atenção?

Acredito que tais programas podem contribuir para a melhoria da educação brasileira. Entretanto, é importante realizar um trabalho sério para orientar o professor, a escola, os alunos e os pais desses alunos acerca dos objetivos de programas como CC e outros. É importante também que os órgãos ou as instituições responsáveis pela formação de professores que atuarão nas escolas do nosso país ofereçam cursos de qualidade cujo objetivo é melhorar a qualidade da educação dos nossos alunos. Apesar de eu não me simpatizar muito com essa palavra no meio educacional, eu penso que a tendência ou as tendências importantes na educação referem-se a uma fórmula simples que se chama planejamento e investimento “pesado” em professores que atuam ou ainda em professores que atuarão nas de salas de aula do nosso país. Professores mais preparados sabem estudar, pesquisar e, posteriormente, encontrar soluções sobre essas tendências que devemos prestar atenção. Nesse sentido, o professor pesquisador sabe em quais aspectos deve focar sua atenção para tentar promover uma educação de qualidade e, ao mesmo tempo, motivar seus alunos. Finalmente, acredito que a sala de aula foi, é e sempre será a grande aliada para os primeiros passos rumo a uma educação com um mínimo de qualidade.